6 estratégias simples para turbinar a sua autoconfiança

Em 22 anos de mercado, conheci muita, mas muita gente autoconfiante. Nenhuma dessas mulheres e homens, no entanto, nem aqueles considerados “o topo da cadeia”, mantiveram-se 100% confiantes todos esses anos, estivessem no melhor cargo, recebendo o melhor salário e os mais rasgados elogios. Fraqueza? Nada disso. Vida real. Com períodos distintos de elasticidade, vi esses mesmos profissionais se depararem com momentos críticos, de profunda desilusão. A autoconfiança vive em trânsito. Pode durar longos extratos de uma vida, meses ou semanas, mas nunca – nunca – está 100% sob nossas rédeas. Altos e baixos são inerentes a ser um humano e lidar com eles é fundamental para todo profissional, de qualquer idade ou segmento, que almeje conquistar objetivos materiais ou imateriais. A boa notícia é que a autoconfiança pode ser aprendida, é praticável e dominável: quanto mais for exercitada, maiores as chances de ela se estender por longos períodos. Um profissional autoconfiante se arrisca, se interessa e “se mexe” mais. Logo, vê crescer exponencialmente as suas chances de colher frutos maduros, coloridos e saborosos. Aqui estão 6 passos para restabelecer a sua autoconfiança, em caso de turbulência de voo. Mas guarde: só a turbulência não derruba o avião. 1. Breque toda negatividade 2. Compare-se apenas a si 3. Aja positivamente 4. Esteja sempre impecável 5. Celebre pequenas vitórias  6. Se faça a mesma pergunta

O impacto da comunicação não verbal na sua apresentação

A sua comunicação não verbal fala com o seu público muito antes de você. Eu vou fazer um convite a você. Feche os olhos e imagine a seguinte cena: você foi convocado pelo seu chefe para fazer uma apresentação sobre o projeto que está conduzindo para todo o departamento no seu trabalho, em torno de 100 pessoas. Imaginou? Agora, congela a cena. Nessa situação, preste atenção em si mesmo e principalmente na sua comunicação não verbal. Observe. Como está a sua postura corporal? Qual é a emoção traduzida no seu rosto? Como estão os seus gestos e pernas? Todo o seu corpo está traduzido em uma mensagem de autoconfiança ou poderíamos dizer vergonha, nervosismo ou ansiedade?Aonde eu quero chegar com isso? É importante reforçar que, nos exatos primeiros segundos, antes mesmo de você dizer a primeira palavra ao seu público, a maioria das pessoas está interpretando a sua comunicação não verbal e concluindo, com seus próprios “botões”, se devem, ou não, se conectar com você. Amy Cuddy, no seu livro “O Poder da Presença”, explica que as pessoas, antes de conhecerem alguém, respondem mentalmente a duas perguntas: “Posso confiar nesta pessoa?”, “Posso respeitar esta pessoa?”. E mais, a psicologia enquadra essas duas perguntas em habilidades como cordialidade e competência, respectivamente. Ambas são capacidades essenciais em um contexto profissional e muito além disso: extremamente necessárias para se estabelecer confiança. Por isso, é de extrema importância ter consciência e controlar a sua comunicação não verbal na hora de falar em público. Isso porque esse tipo de comunicação passa a ser um divisor de águas no momento inicial da apresentação (isso mesmo, naquela reunião de trabalho que falamos), afinal, são naqueles primeiros segundos que você deve criar conexão com as pessoas, demonstrando credibilidade e segurança. Inclusive, o pioneiro em pesquisas sobre linguagem corporal, Albert Mehrabian, identificou nos seus estudos que o entendimento de uma mensagem, ou seja, como a pessoa interpreta a sua comunicação, é feito na seguinte proporção: 7% – Verbal (conteúdo); 38% – Vocal (dicção, ritmo, volume e entonação); e 55% – Não verbal (gestos, expressão facial, postura). Isso significa que é preciso entender que a relevância do que está sendo efetivamente dito corresponde apenas a 7% na comunicação do palestrante, sendo que os 93% restantes estão relacionados a forma com que a mensagem é transmitida, nada mais, nada menos, que a sua comunicação não verbal. 1. Fuja da poker face Ao assistir uma novela ou filme na televisão, é através da expressão facial do ator que você já consegue desvendar os sentimentos e as emoções que estão por trás daquela cena. E na vida real não é diferente. A comunicação não verbal contempla também a sua expressividade, que, muitas vezes, é a porta de entrada na conexão com o público. Já reparou que, quando o apresentador abre aquele sorrisão muito antes de falar ao microfone, a nossa tendência na plateia é corresponder ao sorriso? Além de que muitos, de forma inconsciente, pensam: “eu já gostei desse cara”. Por isso, sorrir é uma tática infalível de oratória não só para te tornar mais receptivo ao público, como também mais autoconfiante sobre si mesmo. A própria ciência tem comprovado que sorrir diminui o estresse, ajuda o corpo a relaxar, reduz a pressão arterial e, consequentemente, os batimentos cardíacos, além de te tornar mais atraente. Só benefícios, não é mesmo? Então, bora tirar essa poker face (rosto sem expressão) e já vai praticando em frente ao espelho um sorriso verdadeiro e cheio de energia! Isso mesmo, ao colocar os sorrisos (e risos) na rotina, a naturalidade vai entrando em jogo e, quando menos esperar, estará com a mesma expressão em suas apresentações. Se você quer realizar uma palestra de alto impacto, tenha certeza que o impacto de um sorriso trará a conexão necessária para atingir esse seu grande objetivo! 2. Postura é tudo! Desde o mundo animal, é através da postura que a gente consegue identificar “quem é que manda”. Os grandes líderes de um grupo trazem esse título traduzido no próprio corpo, não precisa ninguém falar nada. Afinal de contas, a sua comunicação não verbal é que impõe essa mensagem. Uma postura imponente, aberta e confiante, que começa por meio da consciência da sua coluna, reta e com os ombros encaixados, descendo para as mãos firmes, pernas paralelas, sem cruzar ou pendular… perfeito! Aqui está o grande segredo para transmitir autoconfiança. Não precisa erguer a cabeça a ponto de se tornar prepotente, mas também nada de encurvar a coluna, cruzar os braços e desviar o olhar. Tudo é equilíbrio! Além da prática te confiar um alinhamento mais adequado e saudável do seu corpo, uma postura correta ajuda também na respiração do palestrante. Respirar é outra técnica importante quando o assunto é falar em público e que impacta diretamente na performance da nossa voz, que também faz parte da nossa comunicação não verbal. Quer saber mais? Confira o artigo “Oratória e cuidados com a voz: dicas para você arrasar nas apresentações”. 3. Firmeza nos gestos Braços cruzados? Mãos no bolso? Dedos apertando repetidamente uma caneta? Mãos inquietas e sob pressão? Não precisa nem falar, não é mesmo? A mensagem é clara: essa pessoa está insegura, fechada e sob pressão, ou seja, falta autoconfiança. Não pensar nos gestos como parte da estratégia na hora de falar em público pode também colocar em jogo a sua apresentação. Afinal, quando bem utilizados, os gestos servem para ilustrar uma fala, enfatizar um ponto de vista e transmitir a autoconfiança necessária para atrair a atenção do seu público. Por isso mesmo, em uma reunião e durante a sua apresentação, procure associar os gestos ao que está sendo dito. Essa união fortalece ainda mais a mensagem que você quer passar, porque os gestos vão ter a função de reforçar segurança naquilo que está sendo dito. Mas não adianta gesticular por gesticular. Os gestos têm que ter propósito na sua fala e mais que isso: firmeza! Então, comece a observar como você utiliza os gestos durante uma conversa, mesmo

Priorize os minutos certos e ganhe horas de produtividade

Existem dois tipos de priorização: a do desespero e a do esforço inteligente. Vamos focar na inteligente e minimizar a do desespero. Independente da sua área de atuação, priorizar os MINUTOS certos fazem você ganhar HORAS de produtividade. Por quê? 1. Você não perde tempo fazendo as tarefas erradas “Não há nada tão inútil do que fazer bem feito algo que não deveria ter sido feito” – Peter Drucker, o “pai da Administração”. 2. Você ganha inteligência e performance Já vou te mostrar porquê e, principalmente, como fazer para ganhar performance pelo simples fato de priorizar 3 principais atividades. Antes, não vou te deixar na mão, vou falar da priorização do desespero e como passar por ela. Priorização do desespero Deu ruim! Deu ruim! E agora, ó céus, e agora!? Calma! A priorização do desespero é aquela de quando você tem muita coisa para fazer, mas pouco tempo para executar tudo. — Qual o motivo – a causa – disso? Pode ser que você já tenha rotineiramente tarefas demais para fazer? Pode ser. — “Pode ser” coisa nenhuma. É isso aí com certeza. Eu tenho tarefas demais para fazer! Minha rotina é absurda! — Ok. Em alguns outros casos, porém, pode ser que você tenha procrastinado algumas tarefas e agora o prazo apertou? — Tá. Uma ou outra tarefa pode ser que sim. — E, quem sabe, pode ser também que você tenha caído na CRENÇA do OCUPADÃO BONITÃO. Mas vou falar disso daqui a pouco, lá na priorização do esforço inteligente. Viver na priorização do desespero, achar que isso é o normal, é justamente o que gera stress e acaba com a produtividade e a qualidade de vida que você pode ter.Veja como sair da priorização do desespero: 1. CALMA Sair correndo, desesperado, mas na direção errada não ajuda. Por mais atolado que você esteja, será necessário dedicar alguns poucos minutos para ver o que é o TUDO que precisa ser feito e, aí então, conseguir partir para o passo 2. 2. DECIDA Vai fazer, então FAZ! Óbvio? Lendo aqui, sim, mas na prática do dia a dia o que acontece é que muitas pessoas não conseguem se engajar totalmente na atividade porque estão sempre lembrando que deveriam estar fazendo outras tarefas também. Tony Robbins, considerado por muitos o maior coach atual, diz que “uma decisão só é realmente feita quando há AÇÃO”. Portanto, DECIDA o que fazer para então conseguir de fato FAZER a atividade totalmente engajado e focado nela – em alta performance.   3. DECIDA COM CONFIANÇA O bicho tá realmente pegando? Agenda apertadíssima e qualquer decisão errada pode ter um impacto grande demais? Precisa de ajuda para decidir? Boas notícias. A ajuda chegou! Quer saber quem poderá te salvar? EEEEUUUU: CHAPOLIN COLORADO! (Tá, concordo que essa piada não era prioridade. Segue o barco)Para decidir com mais precisão, há duas matrizes que você pode utilizar: a de perdas e ganhos e a Matriz de GUT. Vamos à elas.Matriz de perdas e ganhos É uma matriz muito simples, com quatro quadrantes, em que você vai anotar o que você ganha ou perde se seguir em determinada direção. Pôr no papel gera clareza e facilita a decisãMatriz de GUT “GUT” vem de Gravidade, Urgência e Tendência. Gravidade (da situação) e urgência se explicam por si, porém o que é que o “Tendência” significa aí? É a direção que a atividade possivelmente vai tomar: vai piorar? Pode se resolver sozinha…? Usar a Matriz de GUT na prática é escrever cada atividade que precisa ser feita e pontuar cada uma de 1 a 5 com o grau de Gravidade, Urgência e Tendência, sendo 5 o grau mais crítico. Depois de pontuar cada atividade, multiplique G, U e T para ter o valor total de cada uma delas.  A que tiver uma pontuação mais elevada é sua prioridade. Recado final sobre a priorização do desespero: não ache que “a vida é assim mesmo” e fique conformado com essas situações em que você está com pressa o tempo inteiro, apenas sobrevivendo, e sem conseguir performar com todo seu potencial. Para evitar o desespero, vamos ao segundo tipo de priorização – a inteligente. Priorização do esforço inteligente É aqui que você prioriza minutos e ganha horas. É aqui que empresas e profissionais de alta performance priorizam seu tempo. Aqui é o tempo dedicado às ações importantes e sem urgência. Aqui você pode produzir com a tranquilidade de fazer a coisa certa na hora certa – e sem ter que ser para “ontem”! Impossível? Não. Fácil? Também não. Mas conhecendo algumas técnicas, tendo conhecimento e muito treino, é cada vez mais possível desfrutar dos benefícios de viver a vida sabendo priorizar seu esforço de forma inteligente. Vamos ao COMO fazer isso.Matriz de Eisenhower Sim, mais uma matriz. E essa é a minha preferida. É uma matriz de quatro quadrantes feita sobre dois critérios: urgente e importante. Quadrante 1 (Q1): tarefas que são urgentes e importantes Q2: não urgente e importante Q3: urgente e não importante Q4: não urgente e não importante A priorização do desespero fica apenas nos quadrantes 1 (urgente e importante) ou no quadrante 3 (urgente e não importante). Entenda que atuar no Q1 sempre será necessário, pois nem mesmo o planejamento mais bem feito tem controle sobre variáveis do macro-ambiente: imprevistos e cagadas sempre vão acontecer. O que não pode acontecer, porém, é você ficar tempo demais no Q1 (deixando prazo para em cima da hora…) ou agindo sem visão estratégica no Q3: no que é urgente – ou, aqui está o pulo do gato, chega aparentando urgência – mas não é importante. Para exemplificar isso, de ficar fazendo o que é urgente mas não importante, está na hora de falarmos da crença do OCUPADÃO BONITÃO. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. CORRERIA. Essa crença é a que te faz pensar que ser produtivo é ser ocupado. É a crença que acha bonito dizer que está na correria; que faz pensar que “não ter