4 dicas para sair da zona de conforto
Tudo o que você procura pode estar a um passo da sua zona de conforto, mas se você não arriscar, pode nunca saber disso. A zona de conforto é um lugar, mas também pode ser um momento, um emprego, um curso ou qualquer coisa que te mantenha seguro e com a sensação de que sabe tudo o que está fazendo. Parece bom pra você? Então precisamos conversar. Não correr riscos pode até parecer a opção mais confortável, mas sem desafios não existe mudança, crescimento e evolução. Quando você está na sua zona de conforto, sente-se acostumado com tudo o que acontece e é simplesmente levado pelas situações da rotina. Pode até existir uma breve noção de que aquela condição está estagnada, mas o medo de perder a estabilidade é maior e te impede de tomar uma atitude. Entre o conforto e a evolução, existe uma trajetória desafiadora com 4 principais momentos: Zona de conforto: você até sente que tem algo errado, mas não sabe o que, já que está tudo sob controle. Não existem muitas novidades e, quando existem, são coisas pequenas que não trazem grandes mudanças. Zona de medo: esse é o momento em que você entra em contato com novos conhecimentos e aprendizados pela primeira vez. Como diz o nome, ainda existe muita insegurança e medo do desconhecido. Zona de aprendizado: aqui você começa a consolidar o que conheceu na zona de medo. Aos poucos, os desafios te ajudam a desenvolver novas habilidades e aumentar seus conhecimentos. Zona de crescimento: você finalmente alcança os resultados e objetivos que pareciam tão distantes quando você estava na sua zona de conforto. Você entende o porquê de passar pelos desafios que passou e se sente cada vez mais disposto a definir e correr atrás de novas metas. Caminhar por esse trajeto é desafiador: esse é o sinal de que você está na direção certa. Não adianta ter as mesmas atitudes e esperar resultados diferentes. Esteja disposto ao incomum! Existe uma expressão que diz: keep it easy. É sobre levar a vida de forma calma e tranquila, sem se colocar em situações de desconforto. Nós acreditamos no contrário. Levamos a vida no modo keep it HARD. Sempre encontrando formas de inovar e fazer acontecer em condições de incerteza, mesmo que seja desconfortável. Às vezes, pode ser difícil identificar que está na zona de conforto e saber como sair dela, por isso, aqui vão 4 dicas para te ajudar: Conheça os seus pontos de destaque e de melhora O primeiro passo para a mudança é saber seu ponto de partida. Entenda suas habilidades e capacidades e se pergunte: Estou feliz onde estou? Gosto do que eu faço? O que preciso fazer para alcançar o que desejo? O que está me impedindo de conseguir o que quero? Responder essas perguntas vai te ajudar a entender onde você está, quais os seus objetivos e os passos para chegar até o resultado final. Isso servirá como um ponto de partida, o primeiro passo para fora da zona de conforto. Você não é o centro do mundo E isso é ótimo! Quer dizer que você não precisa ter medo ou vergonha do que os outros vão pensar. Cada um está ocupado com as próprias metas. Ninguém está torcendo contra você, assim como ninguém vai correr atrás dos seus objetivos no seu lugar. Então, no fim, você só é o centro do seu próprio mundo. Faça ele girar! Não deixe sua insegurança transformar dúvidas em certezas Em momentos de aprendizado, é comum se impor barreiras bem maiores do que elas realmente são. Isso se chama auto sabotagem. Você começa a adiar metas que você é capaz de cumprir por achar que não consegue. Não é porque alguém não conseguiu fazer alguma coisa que você também não vai conseguir. Cada pessoa é diferente e possui habilidades diferentes. Antes de dizer que não consegue, tente. O único erro é não começar Explorar o desconhecido te torna vulnerável e a vulnerabilidade causa insegurança. Isso é comum para a maioria das pessoas. A diferença é o que cada um faz com essa insegurança: enfrenta ou se deixa moldar por ela. Lembre-se que você não precisa ser o melhor em alguma coisa para começar, só precisa ser a pessoa que decide tomar a iniciativa de fazer algo. Se você não se sente desconfortável, então você não está tentando nada novo.
Como ficar na memória do recrutador
Hoje eu quero deixar duas dicas sobre entrevistas de emprego. Todo mundo que já foi entrevistado sabe que é normal ficar nervoso, afinal estamos sendo avaliados. Por isso, às vezes alguns deslizes são comuns devido a este nervosismo. Quero começar falando sobre aquelas pessoas que, quando convidadas a relatar a sua experiência profissional, ou se resumem demais ou se expandem demais. Eu explico: a pessoa está tão tensa que resume 10,15 anos de carreira em dois minutos. Ou então ela faz o inverso: começa a contar sua experiência de mais de 30 anos nos mínimos detalhes. Conta desde que começou como estagiário, oferecendo uma riqueza de informações desnecessária. Eu não via esse tipo de comportamento apenas quando era headhunter. Na verdade, continuo a ver com frequência nas entrevistas simuladas que faço com os meus clientes. Por isso te digo: isso é treino. Só quando fizer esse relato várias vezes é que você vai encontrar o equilíbrio entre o que é relevante falar sobre a sua experiência profissional e o tempo de que pode dispor para isso. Para você ter uma ideia do que pode ser considerado como um tempo adequado, eu diria que um profissional que tenha trabalhado em 4 ou 5 empresas pode dispor de dez minutos para falar sobre a sua história profissional sem cansar quem está lhe ouvindo. Minha sugestão é que você anote tudo o que considera interessante dizer. A partir daí, faça um treino, contando o tempo que levará para falar tudo o que acha necessário. Dessa forma, você poderá saber se está sendo cansativo ou não para quem ouve. Outra estratégia super válida é gravar os seus treinos. Quando você for ouvir esse áudio, pode se dar conta não apenas do tempo que levou, mas de outros problemas também, como estar sendo repetitivo ou cometer alguns erros de Português ao falar, por exemplo. Na minha assessoria para recolocação, gravamos as entrevistas “simuladas” em vídeo, pois considero bem importante para o cliente se ver em uma situação de entrevista. Isso proporciona muito aprendizado e ajuda a evitar alguns comportamentos quando ele estiver diante do recrutador. E agora eu quero te ajudar a ficar na memória do headhunter. Você sabe que ele entrevista muita gente no mesmo dia. Então, quanto mais você puder fazer para se distinguir da maioria, melhor. E eu sugiro algo que vai te ajudar muito nisso: conte histórias. Com certeza você já leu um livro ou assistiu a uma palestra e, com o tempo, se esqueceu da maioria dos detalhes, mas as histórias contadas permaneceram até hoje. Isso acontece porque as histórias são um gatilho mental muito poderoso. Vou te dar um exemplo do que quero dizer: ano passado eu conversei com uma secretária executiva e ela estava interessada em se tornar minha cliente. Tratava-se de uma pessoa bem comunicativa. Em um determinado momento, ela começou a me contar sobre como era a sua rotina no antigo emprego, mencionando que seu patrão viajava muito e que era responsabilidade dela cuidar de toda a logística da viagem. Entre as suas atribuições estavam, por exemplo, a reserva das passagens e do hotel. Até aí, tudo bem. Não estranhei isso porque a maioria das secretárias faz esse tipo de trabalho. Foi aí que ela me disse que próximo ao retorno do seu chefe, ela abastecia o carro dele, fazia contato com a diarista para saber se a casa estava limpa, ia ao supermercado, abastecia a geladeira e tudo o mais que fosse necessário para que ele e sua família tivessem um retorno tranquilo e não se incomodassem com estes detalhes. Eu confesso que fiquei imaginando essa mulher em ação e pensando que, se pudesse, certamente a contrataria para trabalhar na minha empresa. Ela era tudo o que eu precisava. As histórias contadas tornaram aquele momento mais leve e nada cansativo. E eu cheguei a sonhar com ela, rs. No fim, ela nem virou minha cliente. Hoje já se recolocou no mercado de trabalho por sua própria conta, mas por duas vezes eu indiquei seu trabalho a outras pessoas. Isso tem mais de um ano, mas a história está aqui guardada. Por isso, todas as vezes em que você precisar que o headhunter não se esqueça de você, tente contar uma história que retrate bem as suas competências. É assim que você fará com que suas qualificações sejam lembradas. Tenho orientado alguns clientes a fazerem uma linha do tempo sobre suas biografias profissionais. É muito simples: faça uma linha, um gráfico ou uma tabela e coloque os principais marcos das suas carreiras: desafios, projetos importantes, bons resultados, promoções, viagens internacionais. Tudo cronologicamente e se possível, insira algumas histórias para ilustrar certos marcos. Depois, treine e se possível grave. Antes da entrevista, na recepção mesmo, olhe o material e ouça o seu melhor relato. Tenho certeza de que este exercício lhe dará destaque no momento da entrevista.Tais Targa é Job Hunter, Especialista em Recolocação e Carreira, Psicóloga, Coach e Mestre em Educação. Reconhecida como uma das 15 brasileiras que mais influenciaram o LinkedIn em 2016 – LinkedIn Top Voices. Vlogueira, Palestrante, Escritora, viciada em redes sociais e Diretora da empresa TTarga Carreira e Recolocação. Acompanhe a Tais: LinkedIn, Facebook, Instagram e Youtube.