Como transformar o colaborador em protagonista do seu desenvolvimento
Sua empresa está investindo no desenvolvimento dos colaboradores e buscando criar uma cultura de aprendizado contínuo? Ainda não? Então você precisa repensar a sua estratégia agora mesmo! Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn revelou que o motivo número 1 pelo qual as pessoas deixam os seus empregos é a inabilidade de aprender e se desenvolver. Não é à toa que colaboradores que aprendem e se desenvolvem no trabalho são mais engajados, produtivos, confiantes… e muito menos estressados. O RH tem um papel fundamental no desenvolvimento dessa cultura de aprendizado constante. Em especial na hora de envolver os colaboradores e transformá-los em protagonistas do seu desenvolvimento. Quer entender como uma cultura de aprendizado contínuo pode beneficiar a sua empresa – e qual é a importância da área de recursos humanos nesse processo? Confira no texto! Nas melhores empresas, os funcionários aprendem mais Mais importante que receber um aumento ou se dar bem com o chefe, a habilidade de aprender e se desenvolver é o principal fator que motiva as pessoas a permanecerem em uma empresa – de acordo com uma pesquisa realizada pelo LinkedIn. A mesma pesquisa mostra que colaboradores que aprendem e se desenvolvem no trabalho são 47% menos estressados, 39% mais propensos a se sentirem produtivos e bem-sucedidos, 23% mais propensos a assumir novas responsabilidades e 21% mais propensos a se sentirem confiantes e felizes no trabalho. Uma outra pesquisa, realizada em parceria entre Deloitte e MIT, revela que, nas companhias com melhor desempenho e crescimento acelerado, 73% dos funcionários se desenvolvem e aprimoram suas habilidades ao menos semestralmente. Ou seja: nas empresas mais bem sucedidas, os funcionários aprendem mais. Learning in the flow of life: O modelo de aprendizado contínuo Em tempos de transformações exponenciais, as pessoas estão mudando a forma como aprendem para um modelo de longlife learning, ou learning in the flow of life. (Ativando a tecla SAP: longlife learning, ou learning in the flow of life é um modelo de aprendizado contínuo, em que as pessoas estão constantemente se atualizando e desenvolvendo novas habilidades.) Segundo o relatório publicado pela Deloitte, que lista as principais tendências em recursos humanos para 2019: “A evolução das demandas de trabalho está criando uma demanda gigantesca por novas habilidades e competências, ao mesmo tempo em que o mercado está escasso, dificultando que as organizações contratem pessoas de fora para desempenhar esses papéis. Nesse contexto, identificamos 3 grandes tendências na forma como a aprendizagem está evoluindo: ela está se tornando cada vez mais integrada com o trabalho, está cada vez mais individual e personalizada e está migrando – pouco a pouco – para um modelo de aprendizado contínuo. Para que as empresas possam se reinventar dessa forma, é necessária uma cultura que apoie o aprendizado contínuo, que incentive e motive as pessoas a aproveitarem as oportunidades de aprendizagem, e que tenha um foco em ajudar as pessoas a identificarem e desenvolverem novas habilidades necessárias.” Desenvolver essa cultura é a chave para transformar seus colaboradores em protagonistas do seu próprio desenvolvimento e atingir grandes resultados na empresa. Quais são os benefícios de ter colaboradores protagonistas? De acordo com um relatório da McKinsey, quase 40% das empresas americanas alegam ter dificuldades para encontrar pessoas capacitadas e com as habilidades necessárias para atender às suas necessidades. Faltam pessoas com as skills certas – até mesmo nos níveis iniciais de carreira. Por isso, as empresas começaram a criar programas para desenvolver os colaboradores que já estão dentro de casa, estimulando o seu protagonismo e desenvolvendo uma cultura de aprendizado. Além de preparar os profissionais para desempenhar funções e enfrentar os novos desafios das empresas, investir no protagonismo e desenvolvimento dos colaboradores traz benefícios como: Aumento na produtividade Motivação dos profissionais Retenção de talentos Formação de líderes e possíveis sucessores Difusão de conhecimentos entre a equipe Profissionais comprometidos e que assumem responsabilidade Melhores entregas Mais agilidade e sinergia entre a equipe E de que forma o RH pode contribuir na criação dessa cultura? É o que vamos abordar no próximo tópico! Como transformar seu colaborador em protagonista do próprio desenvolvimento? Se você é um profissional de recursos humanos, os primeiros passos que você pode dar para criar uma cultura de aprendizado e estimular o protagonismo na sua empresa são: Promover e recompensar o desenvolvimento dos colaboradores; Recompensar líderes e especialistas por compartilharem seus conhecimentos com outros profissionais; Investir em novas metodologias de aprendizado, como cursos e treinamentos personalizados, que permitam às pessoas se desenvolverem continuamente. Outras ações que podem ser estimuladas pelo RH e, além disso, também fazem parte do papel das lideranças da empresa são: Incentivar o autoconhecimento e inteligência emocional das equipes; Conhecer e encorajar as ambições profissionais e pessoais de cada colaborador; Desenvolver relações de confiança entre os profissionais; Delegar tarefas e acompanhar de perto – sem microgerenciamento!; Estimular a participação dos colaboradores nas decisões; Ter proximidade e abertura com a equipe, facilitando a cultura de feedbacks; Comemorar as grandes (e pequenas) conquistas. Uma cultura de aprendizado contínuo estimula o protagonismo dos colaboradores – e vice-versa! Se quiser saber ainda mais sobre o assunto – e aprender na prática, com histórias reais de grandes profissionais do mercado a engajar seus colaboradores e estimular uma cultura de aprendizado na sua empresa, olha só essa dica: Entre os dias 28 e 30 de outubro, a Conquer vai promover um evento 100% online e gratuito sobre o assunto: a Semana do RH Estratégico! Aprenda com 4 referências de mercado como criar uma nova cultura corporativa na sua empresa, alinhada às novas necessidades do mercado, e como levar as metodologias ágeis de trabalho para a sua organização. > Clique aqui e inscreva-se gratuitamente na Semana do RH Estratégico!
O que é o Método Harvard de negociação?

Só pelo nome, já dá para ter uma ideia da qualidade dessa técnica, né? Mas o que é o Método Harvard e como você pode colocá-lo em prática? Antes de tudo, o melhor ponto de partida é saber por que você precisa entender sobre negociação. Já parou para reparar em quantas vezes você negocia durante o dia? Convencer seu amigo a sair no final de semana, defender seu projeto no trabalho, argumentar a favor de uma ideia… Tudo isso é negociação! E cada negociação é única: são pessoas diferentes, em contextos diversos, com objetivos muitas vezes opostos. Por isso, não se pode tratar tudo como um padrão, mas é possível aplicar algumas técnicas para facilitar o processo. Uma das metodologias mais conhecidas é o Método Harvard, explicado no livro “Como chegar ao sim”, de Roger Fisher, William Ury e Bruce Patton, publicado pela primeira vez em 1981. Esse conceito parte da premissa de que os princípios devem ser a base da negociação e os negociadores devem focar em critérios objetivos e soluções que beneficiem ambas as partes envolvidas. Um novo jeito de negociar Na maioria das vezes, a negociação é relacionada a um jogo com um lado vencedor e outro perdedor, mas o Método Harvard desconsidera essa possibilidade. Ao final do acordo, todos os envolvidos acabam satisfeitos com o que for decidido. Faz sentido, certo? Essa estratégia garante que, além de atingir os objetivos a curto prazo, os negociadores poderão manter uma boa relação a longo prazo também, facilitando futuras negociações. Pensar em opções que agradam ambos os lados é uma forma de evitar conflitos durante e depois da negociação. Trata-se de facilitar o processo com decisões lógicas que o tornam mais justo e objetivo. O que é o Método Harvard O método Harvard de negociação foi desenvolvido por William Ury e Roger Fisher para o programa de negociação da universidade. A proposta central dessa metodologia é que todas as partes envolvidas na negociação sejam beneficiadas, diferente de modelos tradicionais que propõem que uma parte tenha vantagem sobre a outra. O método sugere que os lados envolvidos na negociação se percebam como aliados, e não adversários. Esse entendimento contribui para uma relação mais colaborativa, e isso torna a resolução de eventuais conflitos mais fácil, o que leva um resultado positivo para todos. Neste Ted Talks, William Ury fala sobre como esta metodologia de negociação pode contribuir levar as partes a um entendimento comum mesmo em situações complexas, seja um conflito familiar ou mesmo um diplomático. 4 pontos fundamentais do Método Harvard Para colocar essa técnica em prática e chegar mais vezes ao sim, existem 4 fatores decisivos no processo: pessoas, interesses, opções e critérios. Na hora de negociar, esses 4 pontos devem ser considerados a fim de garantir uma negociação mais efetiva e bem sucedida. Então dá uma olhada no que cada um deles significa para o Método Harvard: 1 – Pessoas Saiba separar as pessoas do problema em questão para enxergar a situação com empatia e entender as emoções da outra parte. Não mantenha um posicionamento rígido na hora de negociar, isso pode causar uma tensão desnecessária e prejudicar a negociação para ambos os lados. Saiba evitar ou resolver impasses que venham a surgir da melhor maneira possível. Uma opção é ser transparente a respeito do que lhe agrada ou não no acordo, estar aberto a escutar a opinião alheia e ser flexível na medida do possível. 2 – Interesses Em uma negociação, o resultado que se quer atingir é o interesse. Além disso, para cada interesse existem algumas posições, que são as tomadas de decisão em favor do interesse. Nunca assuma a posição de “estou sempre certo”. É preciso lembrar sempre que, se você está negociando com alguém que possui uma opinião diferente da sua, essa pessoa com certeza tem motivos pessoais fortes para preferir essa opção. Procure entender e dialogar em busca de um resultado favorável para ambos. Identifique os fatores que motivam as decisões e argumente sobre elas de forma amigável. Pergunte o porquê daquela preferência ou daquela atitude e também explique a legitimidade do seu posicionamento, mas sempre utilizando da comunicação não-violenta. 3 – Opções Um dos maiores problemas que causam impasses nas negociações é a falta de opções. Imagine a situação: você entra na negociação com um único posicionamento definido, a outra pessoa te questiona sobre suas opções a oferecer e você se vê perdido. Sua credibilidade vai embora e a negociação já está prejudicada. Negociar também tem a ver com propostas certas feitas na hora certa, então esteja preparado. Planeje-se estipulando o espaço em que você poderá buscar suas opções. Existe um limite de gastos? Qual o seu prazo máximo? No caso da defesa de uma ideia, quanto do seu plano inicial pode ser alterado sem prejudicar a essência dele? Conheça o terreno onde você está caminhando. Feito isso, você já estará mais preparado na hora de negociar. Se o acordo não puder seguir o trajeto que você esperava, lembre-se de todas as alternativas possíveis dentro do seu limite estipulado. Busque soluções criativas e faça sugestões vantajosas para ambas às partes envolvidas. 4 – Critérios Para usar o Método Harvard, é fundamental definir critérios objetivos para a sua negociação. Um fator extremamente prejudicial para negociações é a sensação de desvantagem ou injustiça. Quando uma das pessoas envolvidas sente que vai sair perdendo na negociação, ela se fecha e não aceita o acordo. Por isso, utilize critérios claros, objetivos e imparciais para argumentar sem deixar nenhum mal entendido. Além de facilitar a negociação, uma definição de critérios bem feita pode ser decisiva para manter e estreitar relações futuras. 5 práticas do Método Harvard para a sua próxima negociação 1 – Entenda o que a outra pessoa está sentindo Em um processo de negociação, você está lidando com um ser humano. Por isso, tente entender como a outra parte está se sentindo: ela está com raiva, desconfiada, desconfortável? É importante que você também deixe claro os seus sentimentos e estimule a transparência mútua. Essa troca contribui para que a negociação seja mais assertiva e não seja tão influenciada pelas emoções de todas as partes. 2 – Seja empático e tente entender o outro lado Para uma relação ganha-ganha dentro de uma negociação,