6 passos para treinar colaboradores em momentos de mudança
Agora. Essa é a palavra que a empresa de consultoria global McKinsey & Company destaca em um artigo especial sobre a importância da requalificação dos colaboradores para a recuperação das empresas pós-pandemia. “Para saírem mais fortes da crise da Covid-19, companhias devem iniciar a requalificação de sua força de trabalho agora”, diz o título da publicação recente da empresa. E há pelo menos duas justificativas para essa urgência. Em primeiro lugar, porque a pandemia do novo coronavírus acelerou mudanças que já estavam em andamento no mundo do trabalho. Em fevereiro, quando os primeiro casos de Covid-19 eram identificados na China, a McKinsey & Company já havia alertado sobre a importância de treinar os colaboradores para uma nova realidade. Uma pesquisa divulgada naquele mês mostrou que 87% dos executivos identificaram lacunas de habilidades no quadro de colaboradores. Menos da metade, porém, sabia exatamente como resolver o problema. O segundo ponto que justifica a urgência de requalificar os colaboradores é a ausência de previsões consistentes sobre um possível retorno à “normalidade”. Há mais dúvidas do que respostas quanto a isso. Sendo assim, a orientação para as organizações nesse momento clara e direta: treinar e requalificar os colaboradores imediatamente. E, para que a área de Recursos Humanos consiga elaborar um plano consistente de treinamento para os colaboradores, a McKinsey & Company listou 6 passos fundamentais que devem ser seguidos. Quer entender como você pode elaborar um plano de treinamentos para os colaboradores neste momento de profundas mudanças? Continue com a gente! Além do comitê de crise e do trabalho remoto Antes de listarmos os 6 passos, vamos falar sobre a importância da atuação do RH na recuperação das empresas. Crises sanitárias exigem, acima de tudo, um alto nível de proteção à saúde das pessoas. Por isso, em um primeiro momento, a adoção repentina e massiva de medidas de contenção de crise se tornou o grande desafio na Gestão de Pessoas É o que a Deloitte chamou de fase de fase de resposta à crise, um estágio que prevê a garantia de assistência médica, orientações ligadas à saúde, condições de trabalho flexíveis, mudanças nas relações trabalhistas e novos fluxos de comunicação e trabalho. Nesse momento, líderes, gestores e profissionais de RH participaram ativamente da elaboração de respostas emergenciais para lidar com a pandemia. Os esforços se voltaram também à criação dos comitês de crise, responsáveis por gerenciar e executar as mudanças da melhor maneira possível. O ponto é que, ainda que as respostas emergenciais precisem passar por sucessivas melhorias, a fase de reação está se encerrando. Novos desafios se aproximam, dessa vez relacionados à recuperação e à sustentação dos negócios das empresas. E esse novo estágio exige, da área de Recursos Humanos, uma nova mentalidade: uma forma de pensar e agir menos ligada à reação e mais voltada à ação. Como a volta à normalidade que conhecíamos ainda é incerta, as iniciativas de recuperação precisam ser elaboradas desde já. Por isso, pense além dos comitês de crise e do trabalho remoto. O que o RH da sua empresa está fazendo hoje para viabilizar a recuperação das empresa durante e depois da pandemia? Para a McKinsey & Company, a resposta mais efetiva está na requalificação imediata dos colaboradores. Como requalificar colaboradores agora? A pandemia do novo coronavírus transformou mercados, lógicas de consumo e prioridades. Empresas estão revendo seus modelos de negócio, priorizando a adaptação de serviços e produtos à chamada Economia de Distância ou Economia de Pouco Contato, o que exige um amplo processo de requalificação da força de trabalho. Além disso, cresce a importância do olhar analítico da área de Recursos Humanos às habilidades que precisam ser desenvolvidas para solucionar as lacunas nos novos fluxos de trabalho. Quanto mais a empresa conseguir produtividade em um ambiente 100% digital, mais forte ela sairá da crise. Ao mesmo tempo, quanto mais desenvolvidas estiverem as habilidades cognitivas, sociais e emocionais dos colaboradores, mais assertiva será a recuperação. A McKinsey & Company listou 6 passos para ajudar as organizações na requalificação dos colaboradores nesse momento em que recuperar os negócios é determinante. Os três primeiros s são voltadas à elaboração da estratégia e os demais estão focados na execução. Confira! Passo 1 – Identifique as habilidades essenciais para a recuperação do negócio Novas estratégias exigem novas habilidades. Se a crise levou a sua organização a definir novos objetivos, o seu papel como profissional de RH é identificar quais competências os colaboradores vão precisar desenvolver nesse momento de recuperação e sustentação dos negócios. Algumas perguntas podem auxiliar na definição dessa lista de habilidades: Quais skills devem ser desenvolvidas com total prioridade? Como elas podem gerar valor para o novo objetivo da organização? Quantos e quais colaboradores vão precisar desenvolver essas habilidades? Passo 2 – Desenvolva soft skills e habilidades digitais Depois de identificar quais skills serão necessárias para a recuperação dos negócios, a McKinsey & Company orienta uma atenção mais do que redobrada às habilidades que são válidas e úteis para qualquer colaborador em qualquer função. São as chamadas “no-regrets skill set”, ou seja, habilidades que a empresa não vai se arrepender de ter priorizado. Elas estão contempladas em quatro dicas valiosas: Fortaleça habilidades emocionais e sociais: skills interpessoais vão garantir que os colaboradores trabalhem em conjunto e alinhados, ainda que à distância. São habilidades tão (ou mais) importantes para os líderes, figuras fundamentais para a recuperação das empresas; Desenvolva capacidades cognitivas: pensamento crítico, capacidade de resolução de problemas e criatividade se tornaram habilidades básicas em um modelo de trabalho cada vez mais autônomo e dinâmico; Construa skills ligadas à adaptabilidade e resiliência: apoie colaboradores na construção do autoconhecimento, da autoconfiança e da inteligência emocional, possibilitando que eles aprendam com as experiências e se tornem mais resilientes; Crie um ambiente 100% digital: desenvolva as habilidades necessárias para que os colaboradores consigam trabalhar e se relacionar de modo 100% remoto com todos os integrantes do ecossistema da empresa (dos clientes aos fornecedores) Essa etapa é especialmente importante porque ela não depende do cenário ou da expectativa em torno da
5 dicas para uma gestão eficiente em home office
Estamos vivendo um momento que tornou necessária a rápida adaptação ao home office. Algumas empresas já estavam habituadas a realizar uma gestão remota de equipes, outras só permitiam esse modelo de trabalho em ocasiões específicas. Muitas equipes estão enfrentando o desafio de reaprender o trabalho em grupo, assim como os líderes estão aprendendo uma nova forma de liderar. Quando se trata de trabalho remoto, muito se fala sobre a necessidade de se adaptar a um novo ambiente, com condições diferentes das quais os profissionais estavam acostumados a trabalhar presencialmente e com desafios que antes não tinham, como distrações de parentes, animais de estimação e a tentação de trabalhar no sofá. Mas como fica a gestão de uma equipe que você já não vê cara a cara todos os dias? Como acompanhar as demandas sem estar no mesmo escritório? A comunicação majoritária deixa de ser a fala e passa a ser a escrita, que exige um cuidado diferente para garantir a assertividade no que se deseja transmitir. Para te ajudar a garantir sua performance e boa gestão em home office, reunimos algumas dicas importantes: 1) Autogestão antes da gestão de equipes Um primeiro fator a se pensar antes de desenvolver uma gestão eficiente em home office é a autogestão. Assim como aprendemos em voos: primeiro coloque a máscara de oxigênio em você para depois ajudar os outros. Um bom líder só será capaz de gerir um time se, antes, sua saúde, inteligência emocional e organização pessoal estiverem em ordem. É preciso ter controle das suas demandas, seus prazos e das suas próprias emoções para, assim, ter clareza na hora de liderar e orientar outros membros do seu time. Dá uma olhada nessas dicas para manter uma alta performance trabalhando em home office: Defina um ambiente apropriado para trabalhar, onde você se sinta confortável, mas ainda saiba que é um local de trabalho. Escolha uma roupa confortável, mas não trabalhe de pijama, isso faz com que o seu cérebro entenda que aquele não é um momento de lazer. Evite distrações, isso inclui familiares e animais de estimação que podem pedir a sua atenção, mas também deixar tudo o que você precisa ao seu alcance para evitar precisar se locomover e, assim, perder o foco nas suas atividades. Mantenha os hábitos saudáveis, não esqueça de beber água regularmente, se alimentar bem e manter uma boa postura. Faça pausas ao longo da jornada de trabalho, aproveite para se alongar, levantar um pouco da cadeira e deixar o sangue circular no corpo. Organize seus horários e mantenha suas horas de sono reguladas. É comum que, por estar sempre em casa, sem a hora de entrar ou sair do escritório, você acabe trabalhando mais e desregulando a sua rotina. Se você quer conhecer outras dicas para se manter produtivo e organizado trabalhando em home office, dá uma olhada nesse artigo. 2) Lidere com empatia e flexibilidade Uma boa liderança já exige essas duas características em condições regulares. No entanto, com o mundo enfrentando inúmeros desafios por conta da crise do novo coronavírus, é essencial ter sensibilidade para liderar. Tratando-se do home office não-planejado, como o deste momento, é preciso manter em mente que todos os profissionais estão trabalhando em condições que não esperavam estar. Portanto, existem imprevistos e faz parte do seu papel de líder ser compreensivo com determinadas situações. Por exemplo, é possível que, durante uma reunião por vídeochamada, você ouça barulhos de animais de estimação ou crianças ao fundo. Ou então, alguém pode ter problemas com a conexão da internet em casa e acabe não conseguindo entregar uma demanda. Nestes momentos, antes de qualquer coisa, busque compreender o que aconteceu e ter empatia. Converse com o seu colaborador para entender o lado dele. É fundamental manter uma comunicação aberta e escuta ativa, principalmente à distância. Depois disso, dê um feedback construtivo a ele, livre de julgamentos. Se você tem dificuldade para dar feedbacks, dá uma olhada nessas 4 dicas: 3) Faça reuniões de alinhamento regularmente Provavelmente, um dos fatores que mais irá impactar a gestão é a falta da comunicação olho no olho, de sentar do lado de um colega de equipe para entender suas demandas e de fazer reuniões presenciais com a equipe. O trabalho remoto impede que isso seja feito presencialmente, mas é importante manter uma reunião de time diária, semanal ou mensal para alinhamento de demandas, metas e até comemoração de pequenas vitórias. Isso estimula a noção de equipe e mantém o alinhamento do grupo como um todo. Além disso, os líderes das equipes devem reservar um tempo para fazer reuniões one-on-one, ou seja, individuais com cada colaborador. Nesse momento, é importante realizar os feedbacks, mas também ouvir o que aquele profissional tem a dizer, como ele está se sentindo, quais as suas expectativas para a semana e perguntar se ele tem algo que gostaria de dizer a você. A troca de mensagens pelo whatsapp, slack ou e-mail ajuda na comunicação, mas não substitui uma conversa por vídeo, em que se pode ver com quem está falando e garantir que a comunicação esteja sendo assertiva. Algumas ferramentas que podem ser usadas para chamadas de vídeo em duplas ou grupos maiores são o Zoom, Google Hangouts e Whereby. 4) Utilize ferramentas para gestão de tarefas Existem algumas dicas e ferramentas que permitem o acompanhamento das demandas mesmo remotamente. Seja para você saber o que cada um está fazendo no momento através de uma plataforma atualizada constantemente, ou através de listas e status de tarefas apresentadas durante reuniões diárias ou semanais, por exemplo. Conheça algumas dessas ferramentas: Matriz de Eisenhower Essa ferramenta de priorização de tarefas surgiu como uma solução para a procrastinação. A matriz permite que você organize suas demandas conforme a urgência e importância, além de destinar aquilo que não precisa ser feito ou que pode ser delegado. A estrutura é simples: dois eixos perpendiculares de Importância e Urgência formam quatro quadrantes enumerados conforme a prioridade.Reúna todas as demandas atuais e comece a dividi-las entre os quadrantes seguindo essa legenda:
Como ser criativo no trabalho em 9 passos
A criatividade não é um dom! E nós fizemos questão de dar destaque a essa frase! Existem habilidades que muitas pessoas consideram totalmente naturais, como inteligência emocional, negociação, liderança, entre tantas outras. Mas a verdade é que todas essas habilidades, inclusive a criatividade, podem (e devem) ser desenvolvidas, especialmente na vida adulta. Para avaliar o potencial criativo de suas equipes, a Nasa fez um estudo que revelou que apenas 2% de seus engenheiros e cientistas se enquadraram na categoria “gênios da imaginação”. Surpreendida pelo resultado, a Nasa realizou a mesma pesquisa com crianças de 3 a 5 anos. Como resultado, 98% delas estavam na mesma categoria de “gênios da imaginação”. Para obter respostas precisas, o teste foi refeito com as mesmas crianças 5 anos depois e apenas 30% delas ainda eram altamente criativas. Quando completaram 15 anos, o número caiu para 12%. A pesquisa da Nasa mostra que a dinâmica da vida adulta tende a “sufocar” a nossa criatividade. E que, por isso, desenvolver a capacidade criativa na vida adulta exige muito estudo e mão na massa. Antes de falarmos sobre como você pode ser mais criativo no trabalho, precisamos (muito) que você entenda esse ponto: longe de ser um talento ou um poder sobrenatural, a criatividade é uma habilidade. E, justamente por essa razão, ela pode (e deve) ser desenvolvida e aprimorada. Neste artigo, você vai entender a importância da criatividade, como desenvolvê-la e dicas práticas para você ser uma pessoa mais criativa no trabalho. Confira! O que é criatividade? Por muito tempo, a criatividade esteve relacionada a um conjunto de profissões ligadas à criação artística e à escrita. O fato é que essa interpretação não poderia estar mais desatualizada com o momento que estamos vivendo. Por definição, a criatividade é a capacidade de criar, inventar e ter ideias originais, uma habilidade que não depende de profissão ou ramo de atuação. Todos somos criativos em alguma medida. Por que a criatividade é importante para a sua carreira? Em um cenário de constantes mudanças e transformações, a criatividade se torna uma chave fundamental para a sua carreira: ela pode ser o diferencial na sua vida profissional. De acordo com o Fórum Econômico Mundial na pesquisa global Future Of Jobs, a criatividade será uma das 10 habilidades profissionais mais valorizadas por grandes corporações até 2022. Sim, a criatividade, que pouco tempo atrás era considerada uma competência mais “artística”, hoje está entre as habilidades profissionais mais valorizadas em escala global. Não é por acaso que a procura por técnicas para desenvolver a criatividade está cada vez maior, seja qual for o ramo de atuação dos profissionais. Como ser um profissional mais criativo? Se você quer ser criativo no trabalho e se destacar na sua carreira, este artigo é pra você! Nele, nós listamos 9 dicas práticas para você aplicar agora e aprimorar sua capacidade de propor soluções inovadoras para os problemas. Saiba como aplicá-las na sua rotina: 1) Estude e absorva o máximo de referências O conhecimento é a matéria-prima da criatividade. Concorda? Se você ficou em dúvida, basta pensar em como se comporta a pessoa mais criativa que você conhece. Sem dúvidas, ela tem um perfil desbravador, curioso, e demonstra grande interesse em assuntos que não domina. Acertamos, não é mesmo? Calma que não tem nenhuma técnica de adivinhação envolvida aqui. O ponto é que existem dois ingredientes básicos que formam um profissional criativo: muito estudo e disposição para absorver o maior número de referências possível sobre vários assuntos. Por isso, o primeiro passo é tomar isso como parte da sua rotina. Quanto maior for a sua capacidade de acessar essas informações e usá-las a seu favor, mais você conseguirá se destacar nas suas entregas. 2) Procure experiências novas e instigantes A criatividade precisa de estímulos para ser desenvolvida. E se você faz as mesmas coisas todos os dias e fica “preso” em atividades automáticas, a mensagem que você envia ao seu cérebro é que ele não precisa se reinventar. Para tirá-lo da zona de conforto, a solução é simples: coloque-se em situações novas e assuma tarefas instigantes. Essa regra é válida para todas as situações do cotidiano, das mais comuns às complexas. O simples ato de fazer um caminho diferente para ir ao trabalho já conta como um estímulo à sua criatividade. Desenvolver um novo hobby, por exemplo, também é uma ótima maneira de se tornar mais criativo. No trabalho, espaços de troca multidisciplinares, onde você e seus colegas de trabalho consigam absorver conteúdos novos, também são uma alternativa. Enfim, você escolhe quais serão as suas pequenas inovações cotidianas. O importante é não cair na mesmice. 3) Esteja sempre informado e atualizado Uma das habilidades do profissional criativo é propor soluções que superam as que já existem e vão além do esperado. Para isso, é fundamental estar sempre informado e atualizado. Em um mundo ágil, onde as notícias envelhecem a cada minuto e as tendências da semana passada não servem mais, a tarefa de se informar e se atualizar deve ser contínua. Assinar newsletters de veículos de comunicação, blogs e empresas, além de acompanhar influenciadores, são ótimas maneiras de se manter atento às novidades sobre vários assuntos. E aqui vai uma dica valiosa: antes de começar o seu dia, reserve pelo menos uma hora para se informar. Você verá que, com o passar do tempo, suas ideias e seus insights ficarão cada vez mais certeiros. 4) Abuse das anotações Pode ser no celular, em um bloco de papel ou em um documento no Google Drive, você escolhe. O importante é você anotar toda ideia ou associação que surgir, seja qual for o momento. Em um primeiro momento, o insight pode parecer mirabolante demais, mas, com um pouco de dedicação, você pode pensar em desdobramentos para ele. Dizem por aí que a primeira regra para matar uma boa ideia é reprimir os pensamentos exagerados. Evite fazer isso. Afinal, todo insight carrega um grande potencial. Basta saber aprimorá-lo. 5) Defina o problema antes de pensar na solução Antes de colocar em prática todo o seu poder inventivo, propondo soluções criativas