Estamos vivendo uma
revolução
ligada às habilidades profissionais.
De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 39% das habilidades atuais estarão desatualizadas até 2030 e 59% dos colaboradores precisarão se requalificar!
Esse cenário de profundas mudanças, fruto da 4ª Revolução Industrial, transformação digital e as IAs, foi acelerado por uma
crise de proporções globais
, com efeitos que vão alterar profundamente os aspectos econômicos, sociais e culturais que sustentam nossas relações.
Diante de tantas mudanças,
quais são as habilidades essenciais para este futuro?
E qual é
o papel do RH no desenvolvimento dessas habilidades
tão fundamentais para as organizações?
Neste artigo especial, nós listamos
as principais habilidades do futuro
, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.
Além disso, separamos
3 dicas para você elaborar um plano de desenvolvimento contínuo
de habilidades do futuro para os colaboradores da sua empresa.
Continue com a gente!
O RH como vetor de desenvolvimento contínuo
Antes de falarmos sobre as habilidades do futuro, vamos antecipar um ponto muito importante: na era do trabalho mutável, dinâmico, 4.0,
as habilidades têm um prazo de validade curto
.
Não à toa, o termo e a prática de
– ou aprendizado ao longo da vida – ganhou protagonismo nos últimos anos.
O fato é que não é mais possível retornar à era pré-exponencial, quando as mudanças ocorriam de forma estruturada e planejada (para não dizer lenta), e o conhecimento não precisava de atualizações tão frequentes.
Hoje, o RH precisa ver o desenvolvimento de pessoas como uma tarefa contínua, implementada no esquema
aprender - desaprender - reaprender.
O futuro das organizações depende desse processo e, em grande medida, os líderes já reconhecem a importância das ações de RH na superação dessa lacuna.
De acordo com uma
pesquisa
realizada pela empresa de consultoria PwC,
79% dos CEOs
reconhecem que a falta de habilidades essenciais
para o trabalho do futuro
está ameaçando o sucesso das organizações
.
Em grande medida, os RHs acompanham essa interpretação:
94% dos líderes de Recursos Humanos
que participaram de pesquisa da consultoria global
Willis Towers Watson acreditam que a prioridade é substituir o treinamento eventual para o
desenvolvimento contínuo de novas habilidades
.
O problema é que há um verdadeiro abismo entre essa interpretação e as iniciativas dos RHs.
Apenas 18% dos líderes de RH pesquisados se consideram aptos a implementar um programa de treinamento contínuo para os colaboradores
.
Essas pesquisas revelam, sobretudo, uma postura pouco proativa dos RHs e das organizações diante de um desafio inevitável: desenvolver os colaboradores para um futuro dinâmico.
Quais são as habilidades do futuro?
Nos últimos anos, as pesquisas sobre o Futuro do Trabalho apontaram para uma conclusão aparentemente óbvia, mas que não era consenso tempos atrás. Hoje, sabe-se que
não existe uma contraposição entre máquina e humano no trabalho do futuro
.
Na prática, isso quer dizer que a valorização de habilidades ligadas à tecnologia, à Inteligência Artificial e à análise de dados, por exemplo, não são opostas às chamadas
. Elas são complementares, como aponta o Fórum Econômico Mundial no estudo
Future Of Jobs
.
Confirmando uma tendência de valorização das
soft skills
,
inteligência emocional
, criatividade, originalidade e pensamento crítico
aparecem ao lado de habilidades técnicas, como
programação e análise de sistemas.
Confira as habilidades profissionais mais importantes de acordo com o Fórum Econômico Mundial de 2025:
- Pensamento analítico
- Resiliência, flexibilidade e agilidade
- Liderança e influência social
- Pensamento criativo
- Motivação e autoconsciência
- Letramento tecnológico
- Empatia e escuta ativa
- Curiosidade e aprendizado contínuo
- Gestão de talentos
- Orientação para serviço e atendimento ao cliente
O estudo confirma o que já é uma realidade em grande parte das empresas que decidem pela construção de uma cultura organizacional inovadora, marcada pelo propósito, confiança, autonomia e diversidade.
O sucesso no futuro está relacionado as
soft skills
, pois, como você sabe, habilidades técnicas por si só não garantem o
fit
do colaborador com a empresa, e nem bastam para que o funcionário consiga performar da melhor maneira.
O problema é que
muitas empresas falham ao ignorar o seu próprio papel no desenvolvimento das
soft skills
, insistindo em procurar um colaborador “pronto”
, com todas as habilidades profissionais desenvolvidas.
Nesse processo, o primeiro passo da área de Recursos Humanos é defender que
a organização seja corresponsável pelo desenvolvimento dos colaboradores
, principalmente em um momento de grandes mudanças no mundo do trabalho.
Pode parecer uma etapa simples, mas ela pressupõe uma
profunda mudança de mentalidade na organização
. Como vimos, apesar dos líderes entenderam a urgência de desenvolver as habilidades necessárias para o futuro, muito pouco tem sido feito nesse sentido.
Mais do que nunca, o
papel do RH é ser o embaixador da aprendizagem e da qualificação contínuas
.
Afinal, a realização de treinamentos corporativos esporádicos, desconectados entre si e sem uma estratégia coerente de desenvolvimento de pessoas, não é mais compatível com o trabalho do futuro.
Desenvolvendo as habilidades do futuro em 3 passos
1) Identifique quais habilidades precisam ser desenvolvidas
O primeiro passo exige um
olhar analítico
do profissional de RH às habilidades que precisam ser desenvolvidas para que os colaboradores possam performar no seu máximo.
Como vimos, o profissional do futuro é aquele que domina com maestria as relações interpessoais, tem autonomia na resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional.
Essa tarefa tem uma grande carga de
sensibilidade,
pois pressupõe identificar os pontos fortes e fracos dos colaboradores para, depois, encontrar as melhores estratégias para superar essas lacunas.
Por serem habilidades comportamentais e mentais, a tarefa de mapeá-las e mensurá-las é um pouco complexa, mas esse processo é fundamental para garantir a alta performance dos colaboradores.
2) Mude a mentalidade do “saiba tudo” para o “aprenda tudo”
Foi-se o tempo em que o colaborador era obrigado a saber tudo. Aquele tempo em que demonstrar sinais de dúvida era sinal de fraqueza ou incapacidade não é mais compatível com a realidade.
Afinal, sabe-se que ninguém nasce com domínio sobre todas as habilidades técnicas e sociais necessárias para o um mercado de trabalho tão ágil.
Nesse ponto, o papel do RH é c
onstruir uma mentalidade baseada na aprendizagem e qualificação contínuas.
A abertura ao desenvolvimento profissional e pessoal precisa fazer parte da cultura da empresa.
E mais: profissionais sênior, com anos de experiência, também precisam de um olhar atento e desenvolvimento constante.
Em outras palavras, o RH precisa deixar claro que não necessário que o colaborador “saiba tudo”, desde que ele
esteja aberto a aprender novas habilidades
e se desenvolver.
3) Elabore um plano de treinamentos corporativos
Depois de identificar as lacunas e estimular os colaboradores a superá-las, o próximo passo é
elaborar um
plano de treinamentos corporativos
para desenvolver as habilidades do futuro.
Nesse ponto, é fundamental
pensar de forma integrada
, planejando uma sequência de treinamentos que faça sentido tanto para os colaboradores como para a empresa.
Uma das alternativas mais eficazes nesse momento é
oferecer opções ao colaborador
, para que ele possa assumir um papel protagonista no seu próprio desenvolvimento.
O plano de treinamentos e qualificação ideal é aquele que conseguirá conciliar o desenvolvimento do funcionário com o da organização.
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