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Liderança

Desenvolvimento de líderes: quais são os principais desafios das lideranças brasileiras?

Ser líder nunca foi tarefa simples, mas, para uma boa parcela daqueles que conduzem equipes nas empresas, a rotina corporativa se transformou em algo mais pesado do que o esperado — com sinais como as horas que não acabam, decisões que não param de chegar e um nível de cansaço que, de forma geral, não desaparece no fim de semana. 

Para entender a fundo os atuais dilemas das lideranças, recentemente, entrevistamos 750 profissionais (entre coordenadores, supervisores, gerentes e líderes de diferentes níveis), além dos RH de empresas e setores variados do país.

O objetivo era simples: mapear, com dados reais, os principais desafios e lacunas de desenvolvimento de quem está à frente de times nas organizações brasileiras. 

Algumas das nossas descobertas, vale dizer, chamam atenção. Ao longo da pesquisa, 9 em cada 10 líderes relataram trabalhar sob pressão constante, 78% assumiram a liderança sem formação suficiente e 70% já consideraram abandonar o cargo por impacto na saúde mental.

Mas, afinal, por que tantos líderes chegam ao cargo sem o preparo necessário? O que o RH enxerga que os próprios gestores não veem e o que tudo isso diz sobre o futuro da liderança no Brasil? Você confere as respostas abaixo: 

Principais descobertas do estudo: 

  • 9 em cada 10 líderes brasileiros trabalham sob pressão — e quase metade (44,6%) classifica essa pressão como alta ou extrema; 
  • 70% dos entrevistados já pensaram em largar o cargo pelo impacto na saúde mental;
  • 78% assumiram a liderança sem formação suficiente, aprendendo a gerir na prática; 
  • 63% dos líderes acreditam que a capacitação de gestores é baixa prioridade dentro de suas próprias empresas, visão confirmada por 58,4% dos profissionais de RH. 

Da sobrecarga à saúde mental: quais os principais obstáculos dos líderes brasileiros?

De forma geral, o esgotamento identificado no nosso estudo tem raízes concretas na rotina de quem lidera.

Isso porque, quando questionados sobre as responsabilidades que mais pesam no dia a dia, alguns pontos empataram no topo: desenvolver pessoas e gerenciar conflitos (58%), bem como conciliar estratégia e operação (58%). Lidar com mudanças constantes também apareceu em terceiro lugar, citado por 44% dos entrevistados. 

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Vale dizer que a tarefa de desenvolver pessoas, em especial, carrega desafios próprios que amplificam essa pressão.

Entre os líderes que relataram dificuldades nessa frente, os principais obstáculos são a falta de tempo para olhar para o próprio time (20,9%), a ausência de ferramentas e processos adequados (17,1%) e o baixo engajamento da equipe (15,6%), fatores que transformam uma das funções centrais do cargo em mais uma fonte de estresse.

Na prática, essa combinação entre excesso de demandas e falta de suporte ajuda a explicar por que a saúde mental vem se tornando uma preocupação corporativa — e por que as novas gerações já demonstram resistência em assumir posições de gestão.

Uma pesquisa da consultoria Robert Walters revela que 72% dos profissionais da geração Z preferem crescer como colaboradores individuais a se tornar gestores. Para os líderes que já estão no cargo, o peso é  mais concreto: 7 em cada 10 ouvidos disseram já ter pensado em deixar a posição pensando no próprio emocional.

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Treinamento para líderes: como as empresas brasileiras desenvolvem suas lideranças?

Se, de um lado, a pressão constante evidencia o peso crescente das responsabilidades atribuídas a quem lidera, por outro, nosso estudo revela um problema ainda mais estrutural: a falta de preparo adequado para assumir posições estratégicas nas empresas brasileiras.

No levantamento, 78% dos líderes afirmaram ter assumido o cargo sem formação suficiente, aprendendo a liderar com os desafios do cotidiano. 

Os reflexos dessa lacuna aparecem diretamente na rotina: quase 9 em cada 10 profissionais admitiram conduzir processos de mudança sem clareza com frequência, ao mesmo tempo em que 63% consideram que a capacitação de líderes é baixa prioridade nas instituições onde trabalham.  

Afinal, o que o RH diz sobre a formação das lideranças?

É importante frisar que a percepção dos líderes sobre a falta de desenvolvimento também encontra respaldo na visão de quem os acompanha de perto dentro das empresas.

Para ampliar o diagnóstico, entrevistamos 350 profissionais de RH de diferentes setores e regiões do país — e os resultados reforçam a fragilidade na formação de quem lidera independentemente da área de atuação.

Durante o levantamento, 58,4% das pessoas de Recursos Humanos também reconheceram que o investimento na capacitação de lideranças é inexistente ou muito baixo em suas organizações, cenário impulsionado principalmente por culturas corporativas pouco orientadas ao crescimento e pela escassez de tempo para treinamentos.

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Como consequência, mais da metade dos profissionais de RH (54,1%) avaliam que os líderes de suas organizações atingem apenas de forma moderada as exigências do cargo, ou seja, até atendem às demandas do dia a dia, mas ainda apresentam limitações importantes em situações de maior complexidade.

Já 34,6% classificam essa capacidade como baixa ou muito baixa, indicando dificuldades mais significativas para acompanhar as responsabilidades desse tipo de posição. 

Se os desafios da liderança mudaram, seu desenvolvimento também precisa evoluir. Na Conquer In Company, ajudamos empresas a formar líderes mais preparados para enfrentar a pressão, desenvolver pessoas, conduzir mudanças e fortalecer a cultura organizacional no dia a dia.

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Metodologia

Para o estudo, foram entrevistados 750 profissionais: 400 líderes (entre coordenadores, supervisores, gerentes e demais cargos de gestão) e 350 profissionais de RH de diferentes empresas, setores e regiões.

O índice de confiabilidade foi de 95%, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais.

Os respondentes foram consultados sobre saúde mental, sobrecarga de demandas, trajetória na liderança e as principais competências desafiadoras no cargo.

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Escrito por

Thais possui mais de 15 anos de experiência nas áreas de educação e marketing e hoje é Gerente de Marketing da Escola Conquer. Está à frente dos times de branding e estratégias B2B e B2C, sempre buscando traduzir dados em direcionamentos de negócios. É pós-graduada em Análise de Dados e Business Intelligence, com especializações em Product Marketing. Seu maior objetivo é conectar pessoas aos seus sonhos através do acesso à educação. A Escola Conquer é a escola de negócios em soft skills, liderança e inteligência artificial que oferece pós-graduação, MBA e certificações reconhecidas pelo MEC. Há mais de 10 anos formando profissionais que trabalham nas maiores empresas do mundo.

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