Lidar bem com críticas no dia a dia, controlar frustrações, ter conversas difíceis com líderes e colegas. Se essas situações fazem parte dos seus desafios no trabalho, saiba que você não está sozinho(a). Na prática, elas apontam para uma habilidade cada vez mais exigida no ambiente corporativo: a inteligência emocional.
O tema, aliás, vem ganhando força também fora das empresas. Para se ter uma ideia, somente nos últimos doze meses, o termo “inteligência emocional” ultrapassou meio milhão de pesquisas no Google, com crescimento de 22% nas buscas em todas as regiões do país, segundo o novo levantamento da Conquer In Company, nossa unidade de treinamentos corporativos.
Trata-se de um interesse que não vem por acaso, mas acompanha um movimento mais amplo do mercado de trabalho. De acordo com a McKinsey e a Harvard Business Review, a demanda por profissionais com essa habilidade deve crescer 26% até 2030, e 71% dos empregadores já a consideram mais importante do que competências técnicas em diversos contextos.
Mas, afinal, quais dúvidas sobre inteligência emocional mais levam os brasileiros à internet mensalmente? O que essas dúvidas revelam sobre os desafios das pessoas dentro e fora dos escritórios? A seguir, você confere os principais dados e insights do levantamento:

O que é inteligência emocional segundo Daniel Goleman?
Se, enquanto pesquisava sobre o assunto, você se deparou com o nome acima, saiba que existe uma razão para isso: Daniel Goleman, escritor, psicólogo e jornalista, foi o principal responsável por popularizar tal conceito, o que o transformou, para muitas pessoas, no “pai da inteligência emocional”.
Para o autor, essa competência corresponde à capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar as próprias emoções, além de perceber e lidar adequadamente com as emoções dos outros – no escritório ou fora dele.
Segundo Goleman, tal habilidade requer o domínio de alguns pilares fundamentais: o autoconhecimento emocional, que consiste em reconhecer os próprios sentimentos, a autorregulação, relacionada à capacidade de controlar emoções e impulsos, e a automotivação, que estimula a busca por objetivos e a superação de desafios.
Além deles, o autor ainda ressalta a importância da empatia, que permite compreender os sentimentos e perspectivas de outras pessoas, e as habilidades sociais, que favorecem a criação de relacionamentos interpessoais saudáveis.
Como estudar e desenvolver inteligência emocional?
Embora pareça simples, o desenvolvimento da inteligência emocional exige autoconhecimento, reflexão e prática contínua. Em outras palavras, isso envolve compreender seus principais pilares, reconhecer as próprias emoções e aprender a lidar de forma equilibrada com os sentimentos e desafios do cotidiano.
Para aprimorar essa competência, muitas pessoas costumam recorrer a cursos voltados ao fortalecimento de habilidades socioemocionais essenciais para a vida e o trabalho.
Tais aulas, na prática, contribuirão para que os participantes desenvolvam autocontrole, melhorem seus relacionamentos e lidem de forma mais eficaz com situações de pressão e estresse, cada vez mais presentes no mundo corporativo.
No Conquer Plus, por exemplo, é possível realizar um curso de inteligência emocional com 10 horas de duração, certificado e professores com experiência. Nosso intuito é desenvolver competências que transformem como as pessoas lidam com emoções e tomam decisões.
Inteligência emocional: um desafio entre as lideranças do país
Embora as meio milhão de pesquisas online sugiram um cenário de dúvidas entre diferentes cargos e áreas profissionais, nas últimas semanas, outra pesquisa interna descobriu que há um grupo dentro do mundo corporativo que vem sentindo os desafios dessa falta de habilidade: as lideranças — como revelaram os 400 gerentes, coordenadores, supervisores e demais líderes ouvidos no estudo.
Quando questionados sobre as habilidades de maior dificuldade em suas carreiras, 4 em cada 10 entrevistados destacaram a inteligência emocional, o que faz da competência a 2ª mais desafiadora e enfatiza como lidar com as emoções e tomar decisões sob pressão ainda é uma tarefa complexa para quem está à frente das equipes.

É um dado que se conecta a outros dois indicadores apontados pelos respondentes, além de ajudar a explicar por que a inteligência emocional se tornou um desafio tão recorrente entre gestores.
No levantamento, 78% dos líderes entrevistados compartilharam ter assumido suas posições sem preparo e acompanhamento formal, aprendendo a liderar apenas na prática.
Além disso, a maioria avalia o desenvolvimento de lideranças como baixa ou zero prioridade dentro das organizações — o que aponta para o papel das empresas não apenas no desenvolvimento desta, mas das tantas outras soft skills que impactam diariamente os processos (e resultados) dos profissionais.
Metodologia
Para desvendar as principais dúvidas sobre inteligência emocional na internet, foram consideradas milhões de buscas no Google realizadas por brasileiros durante os últimos doze meses.
A investigação foi pautada pela expressão "inteligência emocional" e suas variações, abrangendo todas as pesquisas relativas ao assunto nas cinco regiões nacionais.
Em seguida, as dúvidas mais realizadas foram dispostas em um ranking baseado no volume total de idas ao Google ao longo do último ano.
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